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quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Médicos vão recorrer da decisão sobre anfetaminas

O Conselho Federal de Medicina (CFM) pretende entrar com um recurso na Justiça contra a decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de proibir a venda e a fabricação de três medicamentos inibidores de apetite no país. Por unanimidade, a diretoria colegiada do órgão resolveu retirar do mercado os medicamentos derivados da anfetamina (femproporex, anfepramona e mazindol), geralmente usados no tratamento da obesidade. Os remédios terão os registros cancelados e deverão ser retirados das farmácias em sessenta dias.

O vice-presidente do Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF), Dimitri Homar, disse que alguns desses medicamentos, como a anfepramona, estão no mercado há mais de sessenta anos, o que significa que são eficazes. "Estão tirando a autonomia do médico e do paciente em decidir o que é melhor para ele. Nunca houve no Distrito Federal, por exemplo, nenhum caso de óbito em decorrência do uso desses medicamentos", reclamou. Segundo ele, a proibição das anfetaminas tende a aumentar os casos de diabetes e de hipertensão, principalmente em obesos. "Há risco de aumento dessas patologias e o governo terá mais gastos", avaliou Homar.

O diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, rebateu as críticas do CFM. Disse que não há dados que sustetem eficácia e segurança no uso desses medicamentos. "Falta comprovação científica de que os produtos possam ser utilizados. Os médicos saberão substituir os tratamentos dos pacientes".

Fonte: Revista Veja - Luciana Marques

Anvisa veta emagrecedores à base de anfetaminas

Farmácias e drogarias de todo o Brasil terão dois meses para retirar produtos das prateleiras

A diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu ontem banir do mercado brasileiro os remédios para emagrecer à base de anfetaminas e manter a comercialização e o registro da sibutramina. A agência proibiu a venda de três inibidores de apetite feitos à base de anfetamina: a anfepramona, o femproporex e o mazindol.

A sibutramina é um dos medicamentos mais vendidos e atua na redução do apetite. No entanto, a agência ampliou o controle sobre a prescrição e a utilização do remédio. Com a decisão de ontem, médicos e pacientes terão também que assinar um termo de compromisso ao prescrever ou utilizar a substância.

O diretor-presidente da Anvisa e relator do processo, Dirceu Barbano, informou que propôs o banimento dos inibidores de apetite anfetamínicos em todo o País com base em estudos internacionais que constataram a baixa eficácia dos medicamentos na perda de peso e riscos à segurança do paciente.

As farmácias e drogarias terão dois meses para retirá-los das prateleiras. Com relação à sibutramina, Barbano disse que continua liberado o uso do remédio para o tratamento de obesidade, desde que o paciente apresente sobrepeso significativo e não sofra de problemas cardíacos. "O paciente e o médico terão de assinar termo de responsabilidade sobre os riscos à saúde", destaca.

Sobre a liberação da Sibutramina com restrição, o presidente do Cremers disse que não acredita que a Anvisa tenha agido sob pressão dos laboratórios para manutenção da comercialização do medicamento no mercado brasileiro.

O chefe de fiscalização do Conselho Regional de Farmácia (CRF/RS), Luciano Adib, informou que começa hoje um trabalho de orientação junto a 4.369 drogarias e 756 farmácias do Rio Grande do Sul. Segundo Adib, 12 fiscais vão orientar os proprietários sobre o prazo de 60 dias estabelecido pela agência para a retirada dos produtos das prateleiras.

Fonte: Jornal do Comércio