quarta-feira, 21 de setembro de 2011

O QUE É INTOLERÂNCIA À LACTOSE?

Intolerância à lactose é a incapacidade de digerir a lactose, resultado da deficiência ou ausência da enzima intestinal chamada lactase. Esta enzima possibilita decompor o açúcar do leite em carboidratos mais simples para a sua melhor absorção.Este problema ocorre em cerca de 25% dos brasileiros.

Há três tipos de intolerância à lactose, que são decorrentes de diferentes processos:

Deficiência congênita da enzima, diminuição enzimática secundária a doenças intestinais e a deficiência primária ou ontogenética. O primeiro tipo é um defeito genético raro, relacionado com a incapacidade de produzir a lactase. O segundo tipo é bastante comum em crianças no primeiro ano de vida e ocorre devido à diarréia persistente, com posterior morte das células da mucosa intestinal (produtoras de lactase). Assim, o indivíduo fica com deficiência temporária de lactase até que estas células sejam repostas. Estatisticamente, o terceiro tipo é o mais comum na população. Com o avançar da idade, existe a tendência natural à diminuição da produção da lactase.

O QUE É LACTOSE E LACTASE?

A Lactose é o açucar do leite, um dissacarídeo que com a ação da enzima lactase, tranforma-se em dois monosacarídeos: glucose e galactose. Estes carbohidratos simples, após formados, são facilmente absorvidos pelo corpo. No entanto, a falta ou deficiência na produção da lactase faz com que a lactose chegue até o intestino grosso sem ser absorvida pelo organismo. Ela é fermentada por bactérias causando gases e sintomas típicos de indigestão.

QUAIS SÃO OS SINTOMAS DA INTOLERÂNCIA À LACTOSE?

Os sintomas mais comuns são a diarréia (ou à vezes constipação), distensão abdominal, gases, náusea e sintomas de má digestão. A severidade dos sintomas dependerá da quantidade de lactose ingerida assim como da quantidade de lactose que seu organismo tolera.

COMO SABER SE VOCÊ TEM INTOLERÂNCIA À LACTOSE?

Em primeiro lugar é muito importante ressaltar que existem níveis de intolerância, pois a quantidade de enzima lactase produzida pelo corpo varia de pessoa para pessoa. Algumas pessoas possuem uma deficiência mínima na produção da enzima, ao passo que outras não a produzem. Isto irá afetar o seu nível de intolerância.

QUAIS SÃO OS TIPOS DE EXAMES EXISTENTES?

1. Tolerância à lactose: a lactose depois de digerida produz duas moléculas: a glicose e a galactose. Para fazer este teste o paciente ingere em jejum um líquido com dose concentrada de lactose e durante duas horas obtém-se várias amostras de sangue para medir o nível de glicose, que reflete a digestão do açúcar do leite. Se a lactose não é quebrada, o nível de glicose no sangue não aumentará e, conseqüentemente, o diagnóstico de intolerância à lactose será confirmado. Este exame não é indicado para crianças pequenas.

2. Hidrogênio exalado: (em inglês, Hidrogen Breath Test). Este exame mede a quantidade de hidrogênio exalado, que em situações normais é bem pequena. O quadro é diferente quando as bactérias do intestino grosso fermentam a lactose (que não foi digerida) e produzem vários gases, incluindo o hidrogênio, que por sua vez é absorvido e ao chegar aos pulmões e é exalado. Para fazer o exame, o paciente ingere uma solução de lactose e o hidrogênio expirado é medido em intervalos regulares. Níveis elevados de hidrogênio indicam uma digestão inadequada da lactose.

3. Deposição de ácidos : trata-se de um exame indicado tanto para crianças pequenas como para crianças maiores. A lactose não digerida é fermentada pelas bactérias do intestino grosso e produzem ácido láctico e ácidos graxos de cadeias curtas e ambos podem ser detectados em uma amostra de deposição.

4. Exame Genético: este é um exame novo, que promete ser a melhor forma de diagnosticar a intolerância à lactose pois é rápido e não produz sintomas desagradáveis como no caso do exame de ingestão de lactose. Neste exame o paciente retira uma pequena amostra de sangue e seu DNA é estudado para verificar se há mutação em relação à produção da enzima lactase. O resultado sai em 5 dias.

COMO TRATAR A INTOLERÂNCIA À LACTOSE

Não existe cura para a intolerância à lactose, mas é possível tratar os sintomas limitando, ou em alguns casos, evitando produtos com leite ou derivados. Muitas pessoas com IL conseguem ingerir leites deslactosados e outros produtos com baixo teor de lactose sem sentir os sintomas da intolerância à lactose. Com o passar do tempo e uma adaptação aos hábitos alimentares, cada pessoa pessoa aprenderá sobre quais alimentos lácteos poderá ingerir sem sentir sintomas.

Uma outra opção bastante comum é o uso de cápsulas de lactase, um suplemento alimentar que auxilia na digestão da lactose.






























O QUE É ALERGIA AO LEITE DE VACA?

É uma reação adversa ao componente protéico do alimento e envolve o mecanismo imunológico. As substâncias que causam essa reação anormal no sistema imunológico são chamados alérgenos. A alergia à proteína do leite de vaca é resultante da sensibilização do indivíduo a uma ou mais proteínas do leite de vaca. Essas proteínas são absorvidas através da mucosa intestinal permeável, desencadeando assim uma reação imunológica.

Quais são os sintomas?



As manifestações da alergia ao leite de vaca são muito variáveis podendo acometer vários órgãos, sendo a pele, o trato digestivo e o trato respiratório, os mais envolvidos. Os principais sinais e sintomas resultantes da alergia alimentar são: dor abdominal, diarréia, vômitos persistentes, reações gastrointestinais, anafilaxia.

Como é diagnosticada?


O diagnóstico deve ser feito com base em:
a) Anamnese completa, na qual se valoriza a história alimentar da criança, principalmente o momento da introdução do alérgeno em questão. Deve-se tentar resgatar com a família se os sintomas coincidem com a introdução do leite de vaca e valorizar os antecedentes da criança quanto à presença de outras alergias, além de investigar alergia em outros membros da família.

b) Exame físico: pode evidenciar anemia, lesões de pele e outros sinais conforme as manifestações clínicas predominantes.


c) Exames laboratoriais: a solicitação de exames laboratoriais depende do mecanismo envolvido.

Como é o tratamento?


O tratamento consiste em eliminar o leite de vaca e também todos os seus derivados da dieta do paciente. O leite deve ser substituído por fórmulas à base de proteína extensamente hidrolisada (hidrolisados protéicos), fórmulas à base de soja e à base de aminoácidos, consideradas as únicas não alergênicas.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Anvisa proibe venda de mamadeiras de plástico feitas com bisfenol A

Essa substância faz parte do policarbonato, um plástico transparente, e é comum nas mamadeiras mais baratas. Não há estudos conclusivos, mas há a suspeita de que cause problemas neurológicos em bebês.

     Mamadeiras de todos os modelos, tamanhos e materiais. Algumas possuem um selo: zero por cento de BPA ou livre de BPA. Essa é a sigla de bisfenol A, uma substância que faz parte do policarbonato, um plástico transparente, bem durinho. É o material mais comum nas mamadeiras baratas.
    O uso de policarbonato em mamadeiras já foi proibido no Canadá, na Austrália e na União Europeia. Agora o Brasil tomou a mesma decisão. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou que a partir janeiro do ano que vem, esses produtos não podem mais estar nas prateleiras.
   O BPA também é usado para fazer tigelas e copos plásticos, mas esses produtos continuam liberados. A proibição das mamadeiras é para proteger as crianças pequenas. Segundo a Anvisa, quando se ferve a mamadeira com leite dentro, aumenta o risco de contaminação. “O aquecimento favorece a migração do bisfenol para o alimento. Então é bom evitar aquecer a mamadeira no micro-ondas para evitar o limite da migração", explica Denise Resende, gerente de alimentos da Anvisa.
   A Anvisa não tem estudos conclusivos, mas suspeita que o BPA pode causar problemas neurológicos em crianças com menos de um ano. Ingrid Costa, que mora no Varjão, perto de Brasília, diz que sempre deu para o filho dela madeiras feitas de BPA. Ela nunca soube que esse tipo de plástico pode prejudicar a saúde.
   A Anvisa explica que não há nenhuma proibição para a venda de bicos de mamadeiras e chupetas. É porque esses produtos são feitos com outros materiais - como látex, silicone - e não com BPA.

Giovana Teles
 Brasília
Jornal Hoje

Excessos e abusos das propagandas de alimentos

Ministério da Saúde quer melhorar a alimentação das crianças.
Pesquisa mostra que, no Brasil, predominam propagandas de alimentos com alto teor de gorduras, sal e açúcar.
 O Ministério da Saúde está preocupado com a qualidade da alimentação de crianças e adolescentes no Brasil. Por isso, financiou uma pesquisa nacional para detectar qual o perfil da publicidade nesse setor. Dados preliminares mostraram que os alimentos mais ricos em gorduras, sal e açúcar são os que mais têm espaço nas revistas e televisões. “Pretendemos fazer uma mudança de hábito em relação ao consumo desses alimentos. A alimentação do brasileiro está se tornando problemática."
 A propaganda incentiva o consumo de alimentos que nem sempre são essenciais ou fazem bem para a nossa saúde como alimentos ricos em gordura, sal e açúcar. Ao contrário disto, tornou-se menos comum vermos propagandas que estimulem o consumo de verduras, legumes, feijão, frutas e outros alimentos saborosos e ricos em nutrientes.
 A propaganda não está somente na televisão, mas também em revistas, Internet e até mesmo, nas próprias escolas. Os valores sociais importantes que precisam ser levados em conta, como a proteção à saúde, são muitas vezes extintos dos anúncios. Uma alimentação pouco sadia pode resultar em sobrepeso e obesidade, podendo acarretar problemas no futuro da saúde da criança.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Sete dicas para manter um idoso Feliz e Saudável

1. Jogar cartas e fazer palavras cruzadas ou sodoku mantém o cérebro ativo.


2. Permanecer ao ar livre o máximo possível. A Vitamina D, muito importante para os ossos, dentes e Felicidade é proporcionada pelo sol (use protetor solar).

3. Caminhar e manter-se fisicamente ativo é bom para o coração e para as pernas.

4. Cantar - O exercício respiratório que fazemos quando cantamos é saudável e combate o stress.


5. Tomar de 6 a 8 copos de liquido, diariamente. Preferivelmente água ou suco de frutas naturais coados.

6. Comer frutas e vegetais diariamente proporcionará melhor saúde e vitalidade que melhorará a qualidade de vida.

7. A casa tem que ser segura e livre de riscos ( degraus, objetos soltos, etc ) Estas pequenas mas importantes atenções evitam machucados, escorregões, quedas e fraturas.


FONTE: http://www.artigonal.com/casa-e-familia-artigos/sete-dicas-para-manter-um-idoso-feliz-e-saudavel-1076158.html

Idosos: como manter hábitos de alimentação saudável

Com a idade, o corpo fica menos eficiente para absorver e usar alguns nutrientes; a osteoporose e outras doenças comuns em pessoas mais velhas também alteram as necessidades nutricionais.
O consumo alimentar fica reduzido, como também a capacidade de mastigação, por causa da diminuição do paladar, olfato e visão que são muito comuns nesta faixa etária. Assim, o idoso passa a ter escolhas alimentares inadequadas, o que pode reduzir o valor nutritivo da alimentação, como também aumenta o risco de desnutrição.
Para que idoso tenha um bom estado nutricional, e conseqüentemente resista a doenças debilitantes e crônicas é necessário que tenha um consumo adequado e equilibrado de proteínas, vitaminas e minerais. É importante que a refeição tenha aspecto agradável, como textura, aroma e cor e sabor.
Tornar o ambiente da cozinha e o local de refeições mais adequado e agradável para conferir maior conforto, segurança e autonomia no dia-a-dia das pessoas idosas é uma medida que tem impacto positivo na auto-estima, no preparo das refeições e no estabelecimento do prazer à mesa.
A qualidade de vida de idosos muitas vezes está relacionada à saúde mental e física, vida social, atividades físicas, relações familiares, estado nutricional adequado, dentre outros.
Um idoso que possua hábitos alimentares saudáveis e adequados às suas necessidades e que realize atividade física regular terá um envelhecimento mais saudável e uma qualidade de vida muito melhor.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Veja como se proteger da gripe suína


Com algumas medidas simples, mas muito eficazes, você vai diminuir a chance de adquirir a H1N1:

. Lave sempre as mãos com água e sabão, principalmente depois de tossir ou espirrar, depois de usar o banheiro, antes de comer, antes de tocar os olhos, boca e nariz;
. Limpar as mãos à base de álcool é igualmente eficaz;
. Evite tocar os olhos, nariz ou boca após contato com superfícies;
. Evite aglomerações e ambientes fechados;
. Mantenha os ambientes ventilados;
. É importante que o ambiente seja arejado e receba a luz solar, pois essas medidas ajudam a eliminar os possíveis agentes das infecções respiratórias;
. Mantenha hábitos saudáveis, como alimentação balanceada, ingestão de líquidos e atividade física;
. Não compartilhe alimentos e objetos de uso pessoal;
. O doente deve evitar sair de casa enquanto estiver em período de transmissão da doença (até sete dias após o início dos sintomas), para evitar a contaminação de outras pessoas.